Para onde vai o mercado de provedores de internet?

A demanda por internet banda larga de alta qualidade segue em constante crescimento no Brasil. O período de pandemia fez com que muitos clientes vissem a necessidade de incluir também em suas residências uma infraestrutura capaz de suportar as demandas de trabalho, se necessário.

Porém, há espaço para crescimento em meio a uma base consolidada de 152 milhões de usuários, conforme dados do TIC Domicílios 2020? Sem sombra de dúvidas, sim. Novas tecnologias que chegam em 2022 prometem sacudir mais uma vez esse mercado, e as expectativas são as mais otimistas possíveis.

Listamos aqui algumas das tendências que você pode considerar para os próximos meses.

Consolidação do streaming

Os serviços de streaming definitivamente são parte da realidade da população brasileira e, com eles, aumenta a necessidade de os consumidores terem acesso a conexões de melhor qualidade. Além de oferecer infraestrutura compatível, os provedores têm a oportunidade de incluir até mesmo esse serviço em seus planos de dados – como é o caso da Watch Brasil.

Alta velocidade e melhor qualidade na transmissão de dados passa a ser um desejo cada vez mais recorrente por parte dos usuários, à medida que as demandas por conexões aumentam. Esse cenário se revela otimista para os provedores de internet, que têm a oportunidade de oferecer serviços personalizados para suprir essa demanda.

Serviços de fibra óptica seguem em alta

A busca por qualidade na transmissão de dados também continuará impactando no aumento do uso de fibra óptica para as conexões. É verdade que esse tipo de estrutura hoje já é oferecida pela maior parcela dos provedores, mas ainda há localidades no país carentes dessa tecnologia.

Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil, indicam que 2022 ainda será um ano de crescimento nesse sentido. A tendência é que, enquanto a fibra óptica não for a tecnologia presente em praticamente todas as conexões, os provedores continuem tendo oportunidades em determinadas regiões para expansão.

Pequenos provedores tendem a dominar a maior parcela do mercado

Ainda que grandes empresas como Claro, Vivo e Oi pareçam ser onipresentes em todo o território nacional, é para os pequenos provedores que estão reservadas as maiores oportunidades. Hoje, somados, eles detém uma parcela de 44% do mercado, com tendência de crescimento.

Isso significa que muito em breve poderemos ver metade do mercado controlado por empresas de pequeno porte – ao todo, são mais de 10 mil provedores cadastrados no Brasil. Portanto, investimento em infraestrutura e oferta de produtos diversificados continuam sendo bons caminhos.

Internet se tornou ainda mais importante 

A internet no Brasil passou por diversas fases desde os anos 90. Primeiro ela era essencial apenas para empresas e instituições de ensino. Depois, passou a ser uma opção de lazer e entretenimento para classes mais altas. Hoje, podemos dizer que ela está consolidada como item de primeira necessidade, porém, a dependência deve aumentar.

Serviços de streaming, de áudio, vídeo e jogos, que consomem grandes quantidades de dados, passam a ser uma alternativa também para as classes mais pobres – o que aumenta a demanda e, ao mesmo tempo, requer que os provedores repensem suas infraestruturas de modo a oferecerem planos mais acessíveis.

Internet além do smartphone

A maior parcela dos brasileiros hoje acessa a internet apenas pelo smartphone, ou vê no celular o principal dispositivo de conexão. Entretanto, quando se trata de serviços de streaming, a infraestrutura de serviços móveis ainda é cara e insuficiente para atender todas as necessidades dos clientes.

Mesmo nas residências em que os planos de TV por assinatura e internet haviam sido descartados, esse cenário está mudando. Os consumidores estão novamente procurando esse tipo de serviço, pois cada vez mais somos dependentes de uma conexão de boa qualidade. Até mesmo para assistir TV, as opções online são mais atrativas hoje do que as que existiam no passado. Assim, há uma grande oportunidade de crescimento nesse segmento.

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Quais são as suas expectativas para o setor de provedores de internet em 2022? Você está animado para enfrentar os desafios do mercado este ano?

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